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sábado, 9 de julho de 2011

Poema do Dia

A madrugada
perfuma
o dia claro

Sobre as mãos
repousa
o doirado
da luz

A tua boca
feita água
clara
embala em murmurio
as sombras
quentes
do meu rosto .

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poema do Dia

Entre beijos
e silêncios
celebram a vida
nos os braços
de cada hora


Os olhos
acendem a noite
as mãos
rasgam incertezas


Misturam os dedos
pássaros de fogo
naufragos no corpo


As madrugadas
são bosques
onde as heras
crescem
sobre a pele
nua


No espelho
as mãos
as harpas
o vento
as pombas
as muralhas
ancorados
boca a boca .

sábado, 2 de julho de 2011

Poema do Dia

Procuro
a teus pés
a liberdade

Espaço
azul
de luz

Fogo
de espanto
florindo

Sombra
do adeus
ardente
                                     de reencontro .

terça-feira, 28 de junho de 2011

Poema do Dia

Aroma
de pétalas
a eterna
suavidade
do olhar

Tão próxima
do sentir
tão próxima
de um cantar
frágil de ave

Para sempre
vibrando
no coração
cálido
das palavras .

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poema do Dia

Em cada gesto
desfolhas
brancas camélias

O silêncio
no perfume
cansado
do amor

É o fogo
que alimenta
o sonho
e estabelece
o ritmo
de cada beijo .

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Poema do Dia

Nos longes
dos olhos
onde se adoçam
distâncias
semeiam-se
velas
no destino
das marés

Acariciada
pelo morno
da tarde
desenha-se branca
a semente
do beijo
sobre os lábios
silêntes

O voo
da boca
é um pássaro
de sol
uma ânfora madura
de frutos
e musgos .

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Poema do Dia

Com os teus
braços de água
invades o silêncio
do meu corpo

Flor de calma
espuma branca
rodeada de esperança

Duas gaivotas
voam
sobre os penhascos
o vento
embala a vida .

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poema do Dia

Entre verbos
e versos
de liberdade
a aurora
emerge
da noite

Desfolho
o teu corpo
no hálito
da manhã
sob gestos
marinheiros
com sortes
de terra .

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Poema do Dia

Chovia
no jardim
de violetas
        
A porta da casa
fechava a distância
entre a imensidão
de pombas
e a dualidade
da poesia


Sobre a inocência
das palavras
o cálice doce
cheio de amor .

domingo, 5 de junho de 2011

Poema do Dia

Estranhamente
mágica
esta sensação
de que só tu
habitas o tempo


Rasgando
com asas
esse presente
diáfano
de sentimentos .

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poema do Dia

Delicadamente
um sopro
de lua


Amanhece
a saudade
da boca


O desejo
da pele
suavemente
branca


Deslizam
sobre o veludo
da sombra
as raizes
do sonho
ligando a vida .

sábado, 28 de maio de 2011

Poema do Dia

Viver
sem o gume
do tempo
sobre os ombros


O sol
fecundo
sedento
e ardente


O limite
suspenso
na luz


Sereno
o voo
da gaivota
escondida
nos braços



As mãos
com feitio
de asas


No vento
cavalos
espantados
entre o sono
das giestas


Vida azul
de sal
e destino .

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Poema do Dia

Branca
a cor
do desejo
uma corrente
limpida
gota a gota
vertida
na rede
da seda


O corpo
azul
adoçado
de fogo


Desperta
nos lábios
o calor
que esconde
a tarde .

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Poema do Dia

Que saudade
quieta
segreda
esse quente
rio de sal
na pele graciosa


Onde o doirado
das formas
se enrola suavemente
nos dedos .

domingo, 22 de maio de 2011

Poema do Dia

Há uma flor
nos lábios
dos dias
uma sedução
nos braços
da saudade


As palavras
emudecem
na intacta
nudez
dos olhares


A luz
desenha
a compasso
as formas
do teu rosto


As mãos
desfolham-se
em claridades
indiferentes a tudo
o que sabem ser
inacessível .

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poema do Dia

Existir
ao ritmo da alma
à luz da fogueira


Estremecer
na sombra da imagem
entre pétalas de flor


Construir
dunas de desejo
grão a grão retiradas
da poeira da vida


Existir
à luz da alma
ao ritmo da fogueira


Tocar
a orla rosa
de uns doces
lábios


Silênciar
no peito
o grito virgem
da solidão .


Existir
à luz da fogueira
ao ritmo da alma .

terça-feira, 17 de maio de 2011

Poema do Dia

A luz era o cerne
a rosa o horizonte


Nada mais para dizer
do que esta palavra terra


Um gesto em chama
abrindo a sombra
no teu corpo de silêncio


O espaço de um beijo
suspenso nos lábios
respiro a luz
bebo no instante a rosa .